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Projetar considerando a economia de água

Hoje, dia 22 de março, é o Dia Mundial da Água, data comemorativa criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1992, para concentrar e incentivar a discussão de assuntos relacionados o tema em todo a planeta.

Aproveitamos essa oportunidade, e todas as notícias que temos acompanhado sobre a falta d´água em diversos pontos do país, para mostrar a importância que o arquiteto tem e como ele pode colaborar com a economia deste que é um de nossos bens-naturais mais valiosos.Confira soluções práticas que você pode (e deve) incluir em seus projetos.

Cisternas

A cisterna ou reservatório de armazenamento é o principal elemento de um projeto que armazena águas pluviais, para servir de reuso. As cisternas tem variação de volume e material, podendo ser construída in loco em alvenaria ou comprada pré-fabricada. Aplicações da água da cisterna oriundas de água de chuva:

– Descargas de vasos sanitários;

– Irrigação de hortas e jardins;

– Sistemas de refrigeração;

– Combate a incêndio;

– Lavagem de pisos e roupas sujas;

Torneiras

O arquiteto pode especificar torneiras com temporizador, que diminuem o risco de torneiras serem esquecidas pingando, pois fecham automaticamente.

A versão com sensor infravermelho libera apenas 0,25 litro por ciclo/médio. A opção de sensor de toque possui dispositivo, que quando é ativado libera 0,5 litro por ciclo/médio. E há também as que são acionadas por pressão, que liberam 1 litro por ciclo/médio. As torneiras convencionais gastam cerca de 30% a mais de água por ciclo/médio.

 

 

Válvulas de descargas

Os modelos tradicionais precisam de cerca de 15 litros de água, mas no mercado é possível encontrar válvulas que gastem no máximo 6 litros de água por acionamento, e as que possuem dois acionamentos diferentes acionamentos para resíduos líquidos e sólidos disponíveis em duas versões: para caixas acopladas e para parede.

Reformas

Além de implantar uma nova cisterna, o arquiteto pode detectar vazamentos desde a entrada da água no cavalete. É possível instalar redutores de vazão em torneiras e chuveiros e arejadores que misturam ar à água e diminuem o fluxo, mas aumenta a sensação de volume d´água. Uma torneira comum gasta, em média, entre 14 e 25 litros de água por minuto, enquanto uma com arejador gasta entre 6 e 10 litros.

Torneiras

Torneiras pingando causam grandes desperdícios de água. A troca do vedante da torneira é rápida e barata.

Bacias sanitárias

Jogue pó de café na bacia e fique observando. Caso o pó não fique depositado no fundo da bacia, pode existir um vazamento.

Tubulação

Uma maneira simples de verificar se há vazamentos em sua casa é fechar todos os produtos que consomem água e esperar a caixa d’água encher. Depois disso verifique se o hidrômetro está girando. Se sim, existem vazamentos na tubulação ou nos produtos.

Deca© possui mais de 300 soluções que asseguram a economia de água capazes de auxiliar seu projeto, com produtos que não abrem mão do design. Nesta ocasião, destacamos o programa ProÁgua, com ele, o MASP (Museu de Arte de São Paulo) reduziu, só no primeiro mês de implantação (entre junho e julho de 2013) mais de 40% do consumo de sua água.

O museu, que recebe cerca de duas mil pessoas por dia, utilizava em média 1.700 m³ de água ao mês, passando para 998 m³.  Se a média se mantiver o MASP terá economizado cerca de 9.000 m³ de água/ano, o equivalente a 3,3 piscinas olímpicas.

Após um completo estudo de necessidades, o Deca|ProÁgua interviu no MASP com ações simples como a instalação de medidores de consumo em banheiros, espelhos de água, sistema de ar condicionado e restaurante. Depois, os mecanismos das válvulas de descarga e de bacias sanitárias foram trocados, bem como a substituição de torneiras tradicionais pelas de fechamento automático.

Sobre o Deca|ProÁgua.

Contando com ampla estrutura, o Deca|ProÁgua desenvolve suas ações em módulos e a quantidade e o tipo são determinados em função da situação encontrada na edificação por meio de análise. Esse é um programa contínuo onde a sensibilização dos usuários em conjunto com o monitoramento do consumo, a instalação de tecnologias economizadoras e a manutenção da edificação, constituem a base para o seu sucesso.

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