Financiamento: Tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Comprar um imóvel pode parecer não ser a coisa mais fácil do mundo à primeira vista, porém, com a possibilidade do financiamento imobiliário, esse passo tão importante na vida de muitas pessoas que parecia um sonho e distante passou a ser possível e alcançável.

Entretanto, quem deseja conquistar o crédito imobiliário precisa pesquisar bastante para fazer a melhor escolha. Neste artigo vamos conversar sobre como ele funciona, os tipos, e o que precisa para conquistá-lo.

O que é?

O financiamento é nada mais que um empréstimo em que um banco faz ao futuro proprietário do imóvel, e que deve ser quitado em parcelas mensais acrescidas de juros. O contrato pode durar décadas, dependendo do valor financiado.

Quem pode financiar?

Antes de aprovar o financiamento, o banco faz uma análise de crédito muito criteriosa para saber se o comprador está apto a receber esse “empréstimo”. Por isso, quem estiver com o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito não podem ter um financiamento aprovado. É claro que existem outros pré-requisitos, como por exemplo: Ser brasileiro ou, caso seja estrangeiro, ter o visto de permanência no país; Ter a capacidade de pagar pelo imóvel através de renda comprovada; Não possuir enfermidade, vícios em drogas ou qualquer deficiência mental, entre outros.

Desses, o ponto que gera maior preocupação é a quantia que se precisa ganhar para poder conseguir o financiamento, pois o banco que vai fornecer o crédito imobiliário se preocupa com a renda necessária para o empréstimo. Sendo assim, as prestações do financiamento não podem ultrapassar 30% da renda familiar. Também é possível adquirir o imóvel através da composição de renda familiar, ou seja, mais de uma pessoa será responsável pelo pagamento do imóvel. Normalmente, os bancos não restringem quem pode ou não comprar imóvel junto, podendo ser feito entre irmãos, pais, namorados, entre outras possibilidades.

E as taxas de juros?

É normal, em um empréstimo, uma instituição financeira cobrar uma taxa para compensar o período no qual ficará sem o dinheiro emprestado, conhecida também como taxa de juros. Seu valor é influenciado por vários fatores: O banco irá verificar quais as chances do contratante não cumprir com compromisso. Sendo assim, são avaliados além do valor do imóvel e o valor a ser financiado, a renda familiar do comprador, sua idade, seu histórico de dívidas. A taxa de juros será proporcional às chances de levar um calote, além de índices econômicos de reajuste, como a inflação.

Quais são os tipos de financiamento?

SAC – Sistema de Amortização Constante: As parcelas são decrescentes, ou seja, começam com valores mais altos (e com juros mais altos) e vão diminuindo com o passar dos anos, facilitando a quitação do empréstimo. É uma ótima opção para quem já conseguiu guardar uma boa quantia para dar de entrada e não quer ter o orçamento comprometido.

Sistema Price: Neste tipo de financiamento as primeiras prestações contam com o pagamento dos juros do financiamento. Dessa forma, a medida que o tempo vai passando os juros vão diminuindo, porém, as parcelas são fixas e a amortização crescente, significando que, ao contrário da tabela SAC, as prestações começam menores e vão aumentando ao longo do tempo.

SACRE – Sistema de Amortização Crescente: Esse tipo de financiamento – o mais praticado no Brasil – é uma mistura dos dois tipos mencionados acima. Ele funciona da seguinte forma: O valor das prestações aumenta com o passar do tempo até um limite. Depois disso, começam a diminuir. Sendo assim, a amortização é crescente, mas os juros decrescentes.

Leia também: 5 dicas de planejamento financeiro para conseguir comprar seu imóvel

Devo incluir gastos adicionais no financiamento?

Além das parcelas mensais do financiamento, comprar um imóvel novo envolve outros gastos como por exemplo as despesas que antecedem a liberação do crédito, o ITBI e a emissão das certidões, além das despesas cartoriais. Talvez seja uma boa opção incluir estes custos no financiamento, se você não dispõe dessa quantia em mãos para quitá-los de uma vez só.

Além disso, fazer mudança e eventuais reparos também pesam na balança, por isso, evite ao máximo em pegar um empréstimo para arcar com esses gastos, pois a parcela do empréstimo iria se somar ao financiamento, o que poderia causar um efeito devastador no orçamento.

Antes de dar entrada no financiamento é preciso estudar bem os tipos existentes. Peça dicas, pergunte ao seu gerente, a pessoas que entendem e são de sua confiança, esclareça suas dúvidas e pesquise bastante. Essa decisão fará parte da sua vida por um bom tempo, por isso a escolha do tipo de financiamento imobiliário ideal vai depender da sua situação financeira não só no momento, mas a longo prazo também.

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