Mercado Imobiliário: Entenda um pouco sobre ele

No início dos anos 2000 o Brasil estava vivendo um ótimo momento em relação ao mercado imobiliário. Os imóveis estavam com um valor bom, graças à taxa de juros reduzida e a facilidade com que se conseguia um financiamento com os bancos, incentivando a indústria da construção civil.

A crise imobiliária

Porém, conseguir um empréstimo não quer dizer necessariamente que havia como pagar por ele, então, boa parte dos clientes que fizeram um financiamento acabaram não dando conta de pagar, fazendo a porcentagem de inadimplência no Brasil disparar. Juntamente a isso tivemos o início da crise política no país e a descoberta do mensalão, fazendo com que a inflação aumentasse e o poder de compra caísse, além da desvalorização da moeda.

Sendo assim, o número de pessoas endividadas aumentou, fazendo com que a procura por imóveis diminuísse drasticamente e, aqueles que já haviam comprado, quisessem devolver. Ou seja, havia muito produto e poucos compradores, fazendo com que o setor imobiliário recuasse, abrindo cada vez mais espaço para negociações.

Nova ascensão da economia

Entretanto, após sofrer com a crise econômica nos últimos anos, o setor imobiliário vem se recuperando, mostrando que o momento é favorável para quem está em busca do imóvel próprio, seja para morar ou para investir, pois os preços estabilizaram-se e há uma boa oferta de propriedades.

Um estudo feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) constatou que no ano de 2017 o crescimento de lançamentos residenciais foi de 5,2% e as vendas aumentaram 9,4%, uma alta em relação ao ano anterior. Alguns dos fatores que justificam isso são a manutenção da taxa Selic, a taxa de juros básica da economia, em 6,5% ao ano (nível historicamente baixo), o limite de uso do FGTS para R$ 1,5 milhão e a retomada do crescimento econômico. A tendência de diminuição da taxa Selic somado ao fácil acesso ao financiamento incentiva ainda mais a população a investir no mercado imobiliário.

Pontos principais

Sendo assim, com os bancos mais dispostos a aprovar financiamento e empréstimos, se o comprador optar por esse caminho, deve ficar atento a dois pontos:

  • Encontrar uma instituição com condições aceitáveis de crédito;
  • Ler atentamente o contrato a fim de verificar as condições da negociação, direitos e obrigações do credor e do devedor para não ser vítima de fraude ou irregularidade, por isso, procurar uma instituição autorizada pelo Banco Central é o mais confiável.

Além disso, vale a pena solicitar uma simulação da operação com as parcelas a serem pagas e o cálculo do Custo Efetivo Total, o CET, pois ele resume em uma única taxa todos os juros, tarifas, impostos e gastos, sendo possível saber realmente quanto pagará pelo crédito solicitado. Também não esqueça de avaliar o seu orçamento para saber se conseguirá de fato arcar com as parcelas para que não fique inadimplente.

Nós elaboramos dois artigos que podem te ajudar a entender melhor sobre planejamento financeiro e sobre os tipos de financiamento existentes, caso tenha dúvidas nesses pontos.

Mantenha-se informado

Em um momento tão importante como a conquista de um sonho, o ideal é ter ao seu lado um profissional experiente e que te oriente a não fazer o negócio errado e estar sempre muito bem informado acompanhando as principais pesquisas referentes ao mercado imobiliário.

Um exemplo é a Pesquisa de Mercado do Creci-SP, ela consulta mais de 1.500 imobiliárias do estado de São Paulo e divulga mensalmente dados importantes sobre a venda e locação de imóveis.

Além dessa pesquisa, também pode-se consultar o Secovi-SP, que apresenta – também mensalmente – os resultados da pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI) e da Pesquisa Mensal de Local Residencial. É possível consultar diversos dados, como por exemplo referentes a financiamentos imobiliários.

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